Uma hora da manhã, do dia primeiro de agosto de 2011. Tati acorda-me e diz:
- Amor, acho que a bolsa estourou...
- O quê? Indago com uma cara de espanto, pensando, “já... era só para o mês que vêm...”
Conferi e realmente era a bolsa, recém tínhamos lavado as roupinhas...
Corre-corre e lá vamos nós ao Hospital São Camilo, chegando lá, a primeira bronca... não atendem pois não estava “com nove meses” mesmo assim a Tati subiu, o médico plantonista nem olhou para ela, a enfermeira fez o toque... 1cm de dilatação. Enxotaram-nos à Maternidade Pública.
Na Maternidade Mãe Luzia não deixaram-me entrar com a Tati, ainda bem que sua mãe estava junto.
Busquei a dinda do bebê na sua casa e fomos arrumar as coisinhas que faltavam, Lana, Jose e eu. Arrumamos tudo o mais rápido possível, passamos as roupinhas e compramos o que faltava na farmácia... afinal... ainda teríamos um mês para organizar as coisas... agora é na correria.
Já fui e voltei da Maternidade, sinto-me muito mal, pois não posso estar ao lado do meu amor nesse momento tão especial. Estou nervoso pois escutei seus sinais de dor pelo telefone.
AMOR, nesse momento não pude estar ao seu lado, mas estarei aqui – é só chamar que estou em alerta.
Nosso bebê está quase chegando, já passa das 6h da manhã... ainda está na sala de pré-parto.